sábado, 16 de dezembro de 2006

Dia 07 (10/12) -- Red Fort, Akbar`s Thumb, Delhi/Pune

Acordamos cedo, 8 horas da manhã, depois de uma noite interrompida por algumas buzinadas, já que nosso quarto dava de frente para a rua, isto é, para todo aquele caos que não cedia nem mesmo de madrugada. Arrumamos tudo de volta nas mochilas e descemos para um rápido café da manhã. Torradas, um suco e isso é tudo. Fizemos o checkout do hotel e pegamos novamente nosso taxista-guia, agora iríamos visitar o Red Fort, em Agra, e o mausoléu de Akbar, em Sikandra, respectivamente.

O Red Fort não parece grande coisa do lado de fora. Bem verdade que não é possível ver seus limites de fora, ele é imenso, mas acho que esse é o objetivo original da construção. Os muros, as paredes toda a construção, seus blocos, são formados a partir de uma areia vermelha, daí sua cor característica, e daí seu nome. O Red Fort é simplesmente imenso, parece uma pequena cidade cercada por um forte muro, e este rodeado por um lago de pequenas proporções, exatamente como vemos em desenhos animados e em histórias medievais. Dentro do forte, encontram-se templos, imensos jardins, todos primorosamente cuidados, passagens secretas e uma cidade subterranea, que é inacessível aos visitantes turistas. Até hoje o forte é usado pelo exército indiano.

Jardim na entrada do red Fort.

Estrutura do forte.




Red Fort.

Saindo do forte, seguimos para Sikandra, onde fica o mausoléo de Akbar, Akbar`s Thumb, que pertence ao avô do homem que construiu o Taj Mahal. O mausoléo segue o mesmo padrão dos demais, incluindo o Taj Mahal, um grande muro cerca o mausoléu, e este muro contém quatro grandes portões de entrada, um em cada lado, muito grandes, e ricamente ornamentados. Mas o grande diferencial deste monumento está na forma como ele foi construído. Seguindo regras precisas da matemática, física, arquitetura e engenharia, o prédio possui uma acústica úncia. No prédio central, cercado pelos grandes muros, existe ao seu redor uma espécie de varanda, formada for 40 camaras, 10 de cada lado. Estas varandas foram construídas de tal forma que o som se propaga parfeitamente em uma direção específica dado o ponto onde você está. Por exemplo, vamos restringir tudo a apenas uma camara. Se uma pessoa se posiciona de frente a uma coluna, e outra faz o mesmo, mas em uma coluna diametralmente oposta, elas podem conversar perfeitamente como se esitvessem uma do lado da outra! O som se propaga perfeitamente coluna acima, percorre o teto, e desce pela coluna de destino sem quase nenhuma atenuação. Partindo do mesmo princípio, e dependendo da posição, pode-se comunicar com outras camaras sem se precisar gritar ou fazer uso de qualquer sistema complexo de comunicação. Estas camaras externas eram reservadas aos guardas do mausoléu na antiguidade, assim eles podiam se comunicar com eficiência sob as mais diversas situações.

Entrada da tumba de Akbar.


Camaras externas, que propagam o som a longas distâncias.

Outro local muito interessante, no mesmo monumento, é a sala onde fica a tumba de Akbar propriamente dita. É uma sala projetada e construída de tal forma que o eco se propaga parfeitamente, duranto o máximo de tampo fisicamente possível. Lá dentro dessa sala existe até uma pessoa cujo trabalho é gritar uma frase lá dentro e mostrar para os turistas esse efeito de eco! Claro, quando o eco finalmente cessa, ele pede uma oferenda para Akbar, preferencialmente em dinheiro. O lugar possui um grande jardim, repleto de animais e um engenhoso sistema de irrigação. Enfim, é mais um monumento gigantesco, a exemplo do Taj Mahal e do Red Fort. São lugares como esses que fizeram minha imaginação viajar no tempo, e desejar, pelo menos por alguns dias, viver os dias gloriosos de cada um desses monumentos, e vivê-los em sua plenitude. Os lugares são incríveis ainda hoje em dia, mas seriam ainda mais dentro de seu contexto original.

Entrada do túmulo de Akbar.

A tumba, dentro dela há um indiano que demostra a prefeita propagação do eco.

Saindo do mausoléu voltamos para o taxi e seguimos de volta para Delhi, tínhamos que pegar o vôo de volta para Pune. Mais algumas horas de estrada e demos uma volta por Delhi, vimos algumas lojas de artesanato e texteis, mas tudo muito caro, preço para turista mesmo. Decidimos nao comprar nada lá, não valia a pena. Fomos para o aeroporto, fizemos nosso checkin, esperamos por mais algumas horas e pegamos o avião para Pune. Duas horas depois já estávamos de volta em nossa casa aqui na Índia. Foi o fim daquele que será o final de semana mais espetacular de minha vida, até agora.

Nosso motorista e guia em Delhi e Agra.

P.S.: Os indianos certamente sabem como passar a eternidade com estilo!

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